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Como é uma sessão de fisioterapia para DTM: o que o fisioterapeuta faz da avaliação à alta

Veja como funciona a fisioterapia buco-maxilar para DTM passo a passo: avaliação da ATM, terapia manual, exercícios e alta. Entenda o que o fisioterapeuta faz.

Profissional realizando terapia manual no rosto da paciente

Numa sessão de fisioterapia para DTM, o fisioterapeuta avalia a articulação da mandíbula (a ATM, articulação temporomandibular, que fica na frente da orelha), solta os músculos que mastigam e apertam os dentes com terapia manual (as mãos do fisioterapeuta trabalhando o músculo por dentro e por fora da boca), corrige a postura de cabeça e pescoço que sobrecarrega essa articulação, e te ensina exercícios para fazer em casa. DTM é a sigla de Disfunção Temporomandibular: o nome que se dá quando a articulação da mandíbula, os músculos que a movem, ou os dois, param de funcionar direito e passam a doer, estalar ou travar. A seguir a gente explica cada etapa, da primeira avaliação até o dia da alta.

A primeira sessão é toda de avaliação

A fisioterapia para DTM não começa com o fisioterapeuta apertando o seu rosto. Começa com perguntas e testes, porque a dor na mandíbula tem várias causas e cada uma pede um tratamento diferente. Nessa primeira conversa o fisioterapeuta quer saber onde dói, quando dói (ao acordar costuma indicar bruxismo, o hábito de apertar ou ranger os dentes dormindo), se estala, se já travou aberta ou fechada, e se você tem dor de cabeça ou no pescoço junto.

Depois vem o exame físico, que envolve:

  • Medir a abertura da boca com uma régua: uma abertura normal fica em torno de quatro dedos na vertical. Menos que isso costuma indicar músculo encurtado ou disco da articulação deslocado.
  • Apalpar os músculos da mastigação por fora (a bochecha e a têmpora) e por dentro da boca, para achar os pontos que estão contraídos e disparam a dor.
  • Sentir a articulação estalar com os dedos na frente da orelha enquanto você abre e fecha a boca.
  • Olhar a postura da cabeça e dos ombros, porque cabeça projetada para frente puxa a mandíbula e aumenta a carga na ATM.

Só com esse mapa o fisioterapeuta monta o plano. É por isso que a primeira sessão é diferente das outras: ela define o caminho.

Terapia manual: as mãos que soltam o que está travado

O centro da fisioterapia buco-maxilar é a terapia manual, ou seja, o tratamento feito com as mãos. Os músculos que mastigam ficam duros de tanto apertar, e essa tensão é boa parte da dor. O fisioterapeuta trabalha esses músculos de três jeitos: por fora, deslizando e pressionando a bochecha e a têmpora; por dentro da boca, com o dedo enluvado alcançando músculos que não dá para tocar por fora (o pterigoideo, um músculo profundo campeão de gerar dor referida, aquela dor que aparece longe do ponto que está tenso); e mobilizando a própria articulação, com movimentos suaves que devolvem o deslizamento normal da mandíbula.

Pode incomodar num primeiro momento, especialmente nos pontos mais contraídos, mas não é para ser um procedimento agressivo. Junto disso, muitos casos se beneficiam de acupuntura para relaxar a musculatura e diminuir a dor entre uma sessão e outra. A ideia é sempre a mesma: reduzir a tensão para a articulação voltar a se mover livre.

Exercícios e correção postural: o que faz o resultado durar

Soltar o músculo na sessão resolve o dia. O que faz a melhora durar é o que você treina depois. Por isso o fisioterapeuta ensina exercícios simples de controle da mandíbula: abrir a boca reta sem entortar para os lados, movimentos leves de alongamento, e um treino de percepção para você notar quando está apertando os dentes durante o dia, um dos maiores gatilhos da DTM.

A parte da postura entra aqui também. Cabeça para frente, ombros enrolados e pescoço tenso mudam a posição de repouso da mandíbula e mantêm a sobrecarga mesmo depois de a sessão acabar. O fisioterapeuta corrige a postura do pescoço e ensina hábitos do dia a dia: não apoiar o queixo na mão, não morder caneta ou unha, mastigar dos dois lados, e manter uma distância pequena entre os dentes de cima e de baixo em repouso (os dentes só deveriam se tocar para mastigar e engolir). Esse conjunto de mudanças é o que impede a dor de voltar.

Quantas sessões e quando é a alta

Não existe número fixo, porque depende de a DTM ser mais muscular (tende a responder mais rápido) ou envolver o disco da articulação (costuma pedir mais tempo). Ainda assim dá para ter uma noção do caminho:

  1. Primeiras sessões: foco em tirar a dor com terapia manual e reduzir a tensão muscular.
  2. Sessões intermediárias: recuperar a abertura completa da boca e a mastigação sem dor.
  3. Sessões finais: consolidar os exercícios e a postura para você se manter sozinho.

A alta acontece quando você abre a boca na medida normal, sem dor e sem travar, e já domina os exercícios de casa. Estudos clínicos relatam melhora expressiva da dor na maioria dos casos de DTM tratados com fisioterapia, mas é honesto dizer que resultado depende de você fazer a parte de casa e, quando há bruxismo, tratar a causa junto (muitas vezes com uma placa feita pelo dentista). A fisioterapia trata a articulação e o músculo; ela caminha bem ao lado do dentista, não no lugar dele.

Se você tem dor no rosto, estalo ao mastigar ou a mandíbula que trava, vale procurar uma avaliação com fisioterapia para DTM antes de a queixa virar rotina, porque quanto mais cedo se trata a tensão, mais simples costuma ser o caminho.

Perguntas rápidas

A fisioterapia para DTM dói?

A terapia manual pode incomodar nos pontos mais tensos, principalmente no começo, mas não deve ser agressiva. Avise o fisioterapeuta se passar de desconforto para dor forte, para ele ajustar a intensidade.

Preciso de encaminhamento do dentista?

Ajuda, mas não é obrigatório. O fisioterapeuta faz a própria avaliação. Nos casos com bruxismo, o trabalho costuma andar junto com o dentista, que pode indicar uma placa para dormir.

Em quantas sessões some a dor?

Varia com a causa. Casos musculares costumam aliviar já nas primeiras sessões; casos que envolvem o disco da articulação pedem mais tempo. A alta vem quando você abre a boca sem dor e mantém os exercícios sozinho.

Há 18 anos no Guará, com fisioterapeutas do seu lado o tempo todo — atendimento próximo, do jeito que o seu caso pede.

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